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Com mais de duas décadas de prática ininterrupta, o serviço de Psicologia do Clube de Regatas do Flamengo é um dos mais tradicionais do Brasil no trabalho psicológico com atletas de futebol. Ao longo dessa jornada, vem contribuindo efetivamente na formação de vários jogadores de destaque no futebol nacional e internacional. O trabalho dos psicólogos e estagiários de psicologia oferece acompanhamento e preparação psicológica a todas categorias do futebol, desde o mirim até o profissional. Há algum tempo também funciona no futsal, da categoria infantil até o adulto. O Serviço de Psicologia do Flamengo atende hoje a psicólogos e estudantes de psicologia do Brasil inteiro com instruções, referências e consultoria no trato desta área apaixonante. Aqui nesse espaço virtual você encontrará textos, artigos, notícias, blibliografia,dicas e reflexões, tudo para ajudar a psicologia do esporte nacional a alcançar o patamar que merece junto às ciências do esporte
Flamengo na FeSBE 2009: Divulgando a Psicologia do Esporte
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Artigo: Tempo de Reação no Futebol
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Hoje é clássico: Será que dá para segurar a ansiedade?
Aumento no batimento cardíaco, sudorese, eriçar de pêlos, aumento da frequência respiratória, rigidez muscular e diminuição na acuidade visual são algumas das principais reações fisiológicas que aparecem diante de situações de ansiedade. Na esfera cognitiva temos: diminuição da capacidade de manter a atenção difusa (em vários estímulos ao mesmo tempo), diminuição da concentração (manter a atenção em um estímulo por um período de tempo alongado), aumento do tempo de reação (normalmente relacionado a insegurança), aumento de respostas de antecipadas (normalmente mal-calculadas ou exageradas), aumento da agressividade, vontade de fugir/sumir da situação vivida e sensações de medo, angústia ou desespero (SADOCK & SACOCK, 2008).
Os clássicos regionais como Flamengo x Botafogo/Vasco/Fluminense são fontes de ansiedade, principalmente nas categorias de formação. As torcidas organizadas participam, os estádios são emblemáticos, há queima de fogos na entrada dos clubes e a pressão construída em um histórico social de rivalidade são fatores que contribuem para respostas ansiosas que podem influenciar no desempenho dos atletas.
Então como podemos fazer para diminuir os níveis de ansiedade a um estado desejável? Será que conseguiremos ensinar nossos jovens atletas a controlar suas emoções? Há técnicas, da Psicologia que permitem melhor desempenho emocional e concentração no Esporte?
Vilani, Lima e Samulski (2002) fazem uma breve revisão das técnicas que são utilizadas pelos Psicólogos do Esporte na concentração dos atletas. São técnicas eficazes, com evidências encontradas por vários cientistas e usadas por grandes nomes do Desporto mundial como Michael Phelps, Roger Federer e Lewis Hamilton.
Pensemos em três passos que devem ser seguidos a fim de trabalhar os níveis de ansiedade dos atletas:
1 - Reconhecer as emoções: O atleta deve atentar para as reações fisiológicas geradas por seus diferentes estados emocionais;
2 - Perceber seu nível de ativação interna: Dentre as emoções que o atleta sabe reconhecer, qual delas está predominando naquele momento;
3 - Reduzir a ansiedade: Respirar profundamente através de técnicas de relaxamento aprendidas e reestruturar seu pensamento em face dos acontecimentos.
Logo, é possível pensarmos em técnicas que auxiliam e até permitem o controle emocional do atleta durante a atividade esportiva. Contudo, ensinar estas técnicas exige tempo e dedicação tanto do desportista quanto do Psicólogo. O aprendizado não se dá imediatamente, portanto, o trabalho do Psicólogo do Esporte deve ser essencial em todas as categorias de formação, para criarmos atletas cada vez mais capazes de se controlar diante de situações ansiosas.
Referências:
SADOCK, BJ, SADOCK, VA (2008). Manual Conciso de Psiquiatria Clínica. Porto Alegre: Artmed.
VILANI, LHP, SAMULSKI, DM, LIMA, FV (2002). Atenção e concentração no tênis de mesa: síntese e recomendações para o treinamento. Em: SILAMI-GARCIA, E, LEMOS, KLM (Org.). Temas atuais VII: Educação Física e Esportes. Belo Horizonte: [s.d], p. 173-190.
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